quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

FILME BLACK: resumo e resenha

"Ele (o professor) me ensinou que há tanta felicidade em viver para outra pessoa". Michelle NcNally

O filme Black (2005), inspirado na vida da escritora estadunidense Helen Keller, conta a história de uma jovem chamada Michelle McNally que ficou cega e surda, alguns meses depois do seu nascimento; e devido não saber como superar as suas limitações físicas e, também, por não ter ninguém da sua família que lhe compreendesse, tornou-se uma garota triste, violenta, grosseira e amarga, com comportamentos parecidos aos de um animal.

A princípio, devido à dificuldade em dar e receber afeto, excerto quando estava perto da sua mãe, chamada Catherine, a quem demonstrava um pouco mais de carinho e, por ser uma pessoa incapaz de interagir socialmente com os outros, ela era considerada como uma garota problemática e os seus pais a consideravam quase como se fosse um animal, isolando a mesma no seu quarto ou, às vezes, amarrando perto da sua cama. Carregava um pequeno sino no pescoço, para ser localizada pelos pais no interior da imensa casa da família.

À medida que o tempo passava, seus pais que já tinham tentado alguns métodos para educá-la, mas, até momento, ainda não haviam obtido nenhum êxito no processo educacional de sua filha, encontravam-se desesperados por não saber como ajudá-la, nem a quem recorrer para conseguir educá-la com perfeição.

Um dia sua família ouvir falar de um homem, chamado Debraj Sahai, que tinha conseguido ensinar outras crianças cegas e surdas com sucesso, mas que possuía um problema: era alcoólatra. Mesmo assim, a família o contratou para ensinar Michelle. A princípio, o seu método didático não agradou a sua família, nem a Michelle, o que fez com que o pai de Michelle o dispensava. No entanto, ele se recusa, pois afirma não haver terminado seu trabalho.

Quando o pai sai para uma viagem de vinte dias, a mãe de Michelle consente que Debraj isole a filha em um quarto e comece o tratamento educacional com a menina. Foi tudo muito difícil, pois o professor tinha que ensinar a Michelle desde maneiras de boa conduta, quanto a realizar leitura gestual, pelos movimentos da boca e sinais das mãos. A primeira grande conquista foi quando Michelle, no último dia antes da volta do pai, consegue pronunciar a palavra ÁGUA. Daí para frente seguem-se inúmeras descobertas, provando que a garota iniciava o processo de atribuição de sentidos a tudo que encontrava a sua volta, relacionando as coisas e pessoas às palavras e seus significados.

Ao perceber estas mudanças, o pai que havia retornado da viagem, deixou que Debraj continuasse ensinando sua filha, pois, à medida que o tempo passava mais conhecimento ela adquiria, ao ponto de conseguir fazer com que a jovem fosse aprovada em uma escola normal, tornando-se a primeira aluna cega e surda a estudar naquele lugar. Após 40 anos de perseverança nos estudos, Michelle se forma em Artes e emociona toda a família, o corpo docente e discente da universidade.

O professor Debraj Sahai mais tarde passou a sofrer com a doença de Alzheimer e à medida que o tempo passava, mais sua memória ficava debilitada, e devido a esse motivo não teve mais como ensinar Michelle. No entanto, depois, de muitos anos ela o reencontra e resolver lutar para resgatá-lo da escuridão e trazê-lo para o caminho da luz.

O filme é importante porque mostra a relação do professor com o aluno dentro e fora da escola ou universidade, mostrando que qualquer obstáculo pode ser superado quando temos perseverança, amor, paciência e muita força de vontade para tornar possível a concretização dos nossos sonhos, principalmente, que devemos lutar todos os dias para vencer as nossas limitações e não nos deixar abater diante de alguns fracassos ocorridos em nossa vida. A jovem Michelle nos mostrou que podemos superar as nossas limitações (ou possíveis deficiências ocasionadas por fatores naturais ou biológicos) se nos dedicarmos intensamente para isto. O papel do professor também foi de extrema importância, uma vez que estava determinado a tirar Michelle da escuridão, como o filme relata, ensinando-a a se comunicar para tornar-se independente e autônoma na vida.

Podemos afirmar que a educação, o carinho e o apoio da família, dos docentes e discentes nas escolas (ou universidades) é a grande chave propulsora para retirar qualquer pessoa do caminho da escuridão, por mais demorado e difícil que possa parecer, temos que procurar compreender as nossas deficiências e, também, das outras pessoas, e juntos buscarmos caminhos para superar os obstáculos, e, principalmente, para ajudar aqueles que sozinhos jamais conseguiriam transpor as dificuldades das quais são acometidos.


Adaptado de http://jceara.wordpress.com/2013/06/17/resumo-do-filme-black-2005/ por T.N.S.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Crônica: Deficiência mental e pai exemplar

Saio todas as tardes para caminhar, e, frequentemente, me deparo com uma dupla de pai e filho que andam lado a lado: o filho um moço de aparentemente 20 anos, e o pai um senhor de seus 60 anos, para mais. O pai agarra a camiseta do moço e vai conversando com ele, com os cachorros, cumprimentando as pessoas... Não raramente, os dois são vistos no centro da cidade também, e não apenas nas ruas do bairro onde mora, o mesmo onde resido. Sempre me perguntava: por que caminham tanto? Não importa o tempo: seja frio, seja calor. Um dia desses, enquanto esperava para ser atendida em um consultório, peguei uma revista para passar o tempo e me surpreendi com uma homenagem a esse pai. O filho tem 23 anos de idade cronológica e idade mental de 03 anos. O pai trata-se de um diretor aposentado. Para que o filho consiga relaxar, dormir e não ter crises de convulsão, é guiado pelo pai horas a fio, acompanhados do cachorro da família, pelas ruas da cidade. Ontem os vi novamente, e fiquei refletindo sobre o destino e o amor desse pai. Percebi que ele faz esse ritual com amor e alegria, é simpático com as pessoas e com os animais, tem uma atitude positiva diante da vida. E cheguei à seguinte conclusão: por muito menos, desistimos de lutar ou nos lamentamos, transformando os problemas em obstáculos, e não em motivo para viver, como o faz esse pai exemplar. Essa dupla nos dá uma grande lição de vida!


Autoria: T. N. S.

Presentes da adoção


                       Quem adota uma criança
                        Mais recebe do que dá
                        Uma criança é alegria
                        Nova esperança no lar.

                        Ouvi-la chamar-me de mãe
                        E perguntar se o amo
                        Comove a minha alma
                        E me renova o ânimo.

                         Passou a ser regular
                         Ouvi-lo dizer todo o dia
                         Se não vou lhe abandonar
                         Respondo: Por que o faria?

                          Meu amor por ele é imenso
                          Igual ao dos filhos da carne
                          Mas mesmo assim ele insiste:
                          Mãe, isto é mesmo verdade?

                          Tento lhe convencer
                           Fazendo a comparação
                          Teus irmãos vieram do ventre
                           E você do coração.

                           Ele me dá um sorriso
                           E parece convencido
                           Mas no outro dia repete:
                           Sou mesmo seu filho querido?




                           T. N. S. – 07.11.12

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A ADOÇÃO NÃO TEM COR NEM IDADE

Na reportagem Crianças negras são preteridas por famílias candidatas à adoção, de 19/11/2011, Amanda Cieglinski, repórter da Agência Brasil, comenta sobre o preconceito racial existente também na hora da adoção. “O racismo, no nosso dia a dia, é verificado nos comportamentos, nas atitudes. No contexto da adoção não tem como você lutar para que esse preconceito seja dissolvido, se não for por meio da afirmatividade afetiva. No universo do amor, não existe diferença, não existe cor. O amor, quando existe de verdade nas relações, acaba por erradicar tudo que é contrário à cidadania”, ressalta. Leia mais.......

ADOÇÃO DE EMBRIÕES

Em uma interessante notícia, intitulada Igreja americana promove adoção de embriões congelados para tirar 'vidas do freezer', realizada pela BBC Brasil e publicada em 23/11/2011, pelo Jornal O Estadão, é discutido o assunto da adoção de embriões. Maria Lancaster, pioneira neste tipo de adoção, afirma que "As famílias que doam os embriões para adoção têm a oportunidade de conhecer essas crianças quando nascerem. E seus filhos têm a oportunidade de conviver com essas crianças, que são seus irmãos".


Quer saber mais sobre o assunto? Acesse >>>

10 PASSOS PARA ADOTAR UMA CRIANÇA


1. Tomar a decisão
2. Cadastrar-se
3. Escolher o perfil da criança
4. Passar por uma entrevista
5. Conseguir o certificado de habilitação
6. Mudar caso não consiga o certificado
7. Entrar na fila de adoção
8. Aguardar a criança
A espera pela criança varia conforme o perfil escolhido. Meninas recém-nascidas, loiras, com olhos azuis e saúde perfeita – a maioria dos pedidos – podem demorar até cinco anos. A lei não proíbe, mas alguns juízes são contra a separação de irmãos e podem lhe dar a opção de adotar a família toda.
9. Conhecer o futuro filho
Você é chamado para conhecer uma criança. Se quiser, já pode levá-la para casa. Se o relacionamento correr bem, o responsável recebe a guarda provisória, que pode se estender por um ano. Mas se a criança tem menos de 2 anos, você terá sua guarda definitiva. Crianças maiores do que isso passam antes por um estágio de convivência, uma espécie de adaptação, por tempo determinado pelo juiz e avaliado pela assistente social.
10. Tornarem-se pais
Depois de dar a guarda definitiva, o juizado emitirá uma nova certidão de nascimento para a criança, já com o sobrenome da nova família. Você poderá trocar também o primeiro nome dela. E, por fim, lembre-se do mais importante: o vínculo de amor não depende da genética.


Disponível em http://lista10.org/uteis/10-passos-para-adotar-uma-crianca/

FILHOS ADOTIVOS TRANSTORNO DESAFIADOR OPOSITOR: IMPOR OU DIALOGAR?

Enquanto são crianças, recursos variados são empregados pelos pais para intimidá-los e convencê-los de que as ordens e vontades dos genitores são as corretas. Mas quando chega a adolescência, os castigos, as ameaças e as punições não mais dão resultado, e aí é hora de partir para outra estratégia ou de começar a perder o filho.
Quando a criança tem uma atitude egoísta, agressiva, de zombaria, mentirosa, ou de outra natureza considerada prejudicial a si mesma e ao próximo, é importante que seja chamada ao diálogo, e que se pergunte a ela no que pensou quando agiu daquela forma. Talvez ela nem saiba como responder a esta questão imediatamente, mas sendo instigada a refletir sobre a situação, chegará a uma conclusão por si própria. Este resultado se chama conscientização, e quando isto acontece, a possibilidade de o ato inadequado se repetir é bem menor, pois não lhe foi imposta uma ordem, mas sim, ela mesma entendeu o porquê de seu comportamento.
E quando isto acontece, a satisfação é grande para a criança, para os pais e todos os que convivem com ela, pois, no lugar da raiva, da insatisfação, das agressões, das palavras ofensivas e da violência, o amor, a compreensão, a aceitação e a confiança se solidificam no coração e na mente da criança adotada-hiperativa, fazendo que ela se sinta amada e que os vínculos afetivos se fortaleçam entre ela e sua nova família.


Autora: T.N.S.

SOBE PARA 120 DIAS LICENÇA-MATERNIDADE E PATERNIDADE EM CASOS DE ADOÇÃO TARDIA

MANTENHA-SE ATUALIZADO COM RELAÇÃO À LICENÇA-MATERNIDADE E PATERNIDADE EM CASOS DE ADOÇÃO TARDIA. Leia sobre o assunto...


http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/07/04/pai-que-adotar-crianca-sozinho-podera-ter-licenca-e-salario-durante-120-dias.htm

Família que adotou 5 filhos de uma vez consome 25 pães por dia e tem racionamento de leite

Onde come um, comem dois. E onde comiam três, podem comer oito? Essa conta não preocupou o mecânico Eliel Verçosa Lins e a artesã Adriana Silva quando o casal decidiu adotar cinco irmãos desamparados.

Leia mais sobre o assunto acessando


http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/07/11/veja-como-vive-a-familia-que-adotou-cinco-irmaos-de-uma-vez-em-sorocaba-sp.htm


Cresce nº de interessados em adoção que não ligam para cor da pele

O Jornal Nacional apresenta uma mudança de comportamento importante dos interessados em adotar um filho ou uma filha no Brasil. Dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) mostram que aumentou o número de interessados que não se importam com a cor da pele ou com a idade da criança. (...)
O número de pessoas que não se importam com a cor da pele da criança que querem adotar está crescendo. Eram 31% em dezembro de 2010, agora já são quase 40%. Também caiu o número daqueles que preferem bebês com menos de 1 ano, eles são 16% do total.
Os bons exemplos que aparecem na mídia e o trabalho de orientação feito por ONGs e pela Justiça estão ajudando a ajustar o sonho dos futuros pais à realidade das crianças que esperam nos abrigos. A maioria é negra ou parda, não é bebê e pode ter irmãos dos quais não se separam.
“Nós não temos um depósito que você diz ‘quero uma criança loira, de olhos azuis, de cabelo encaracolado’. Não tem na estante. São as crianças que existem e que precisam de família”, ressalta o juiz da Infância e Juventude, Reinaldo Torres de Carvalho.

E hoje, entre as que precisam, estão os filhos de pais e mães dependentes do crack. Crianças que merecem uma nova chance e muitas vezes não conseguem.
“Temos que começar uma nova campanha também em relação a essas crianças, senão nós vamos deixar que surja um novo grupo que será alvo de uma nova discriminação”, diz o coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça deSão Paulo, Antonio Carlos Malheiros .


Leia mais sobre o assunto em http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/01/cresce-interessados-em-adocao-que-nao-se-importam-com-cor-da-pele.html