segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A FORÇA DO NOME MÃE

Sempre desejei ser mãe. Se não o fosse biologicamente, já havia firmado em minha mente que o seria emocionalmente. Deus, sendo generoso para comigo, concedeu-me dois filhos maravilhosos: um menino e uma menina. No entanto, os sonhos de Deus são maiores que os nossos, conforme diz a canção, e ele agraciou-me com um terceiro filho do coração. No início, logo que passou a fazer parte de nossa família, ele me chamava de tia. Gostava, mas ainda não era suficiente para meu coração apaixonado pela maternidade. Montamos uma estratégia em nossa família para incluí-lo entre os filhos, e deu certo. Logo, logo ele estava me chamando de mãe. Considerava isto difícil, pois afinal ele não era um bebê, mas um garoto de nove anos de idade. E hoje, todas as vezes que ouço a palavra mãe sair de seus lábios me chamando, meu coração pulsa mais forte, sinto um aperto na garganta, e fico pensando no valor desta palavra. No caso de meu filho-presente, lhe ensinei que é privilegiado, pois tem duas mães: a biológica e a do coração. Sempre converso com ele e lhe digo que deve amar e respeitar as duas, pois foram dádivas de Deus a ele. Quero que ele continue sendo feliz, essa criança alegre, divertida, às vezes, provocante, mas que no fundo tem um coração sonhador, que pretende galgar os mais altos degraus da vida e se realizar como pessoa. Vá em frente, garoto, você consegue!

Autora: Tamar Naline Shumiski

Foto importada de clauderiaugusto.blogspot.com

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O ENCONTRO

Olhos tristes e inseguros, desconfiança total nas pessoas e no mundo, foi assim que o encontrei. 
Movida por um imenso sentimento de compaixão, decidi que iria ajudá-lo, que iria amá-lo e dividir o meu pouco com ele, pois este representava muito para ele. Interessante quando parei para pensar nisso. Sempre considerei tão insignificante o que possuía, mas para ele representava algo de muita grandiosidade, tendo em vista a falta de expectativa, a desesperança e o deserto afetivo em que se encontrava.
E para galgar o deserto realmente não tem sido fácil, é como se o solo necessitasse mas se recusasse a sorver a água do amor, afinal, quem é ela? vai me ajudar ou me abandonar novamente?
E começou uma escola para mim, onde estou aprendendo, dia a dia, ano a ano, a regar essa vidinha com amor, esperança, fé, novos olhares; ajudando-a a ressuscitar os sonhos que se encontravam mortos. Como é bom ver brilhar em seus olhos a possibilidade de ser alguém na vida, de entrar para o mundo dos "normais", dos que seguiram o fluxo natural da existência, sem abandono. 
Filhinho, o meu desejo é vê-lo reequilibrado, renovado, cheio de fé em Deus e esperança, pois ele nos escolheu e preparou o nosso encontro, para felicidade de ambos!