segunda-feira, 28 de outubro de 2013

SER MÃE DE FILHO ADOTIVO É ...


- Amá-lo incondicionalmente, sem levar em consideração o passado e as circunstâncias do presente.
- Exercitar a paciência a qualquer custo, independente de quantas vezes já o tenha feito.
- Jamais tratá-lo como adotivo, mas como filho do coração, seu órgão vital.
- Acreditar sempre que ele será um sucesso e verbalizar isto a ele.
- Dizer que o ama quantas vezes ao dia ele te perguntar.
- Fazer por ele tudo o que faria por um filho biológico, sem esperar retorno.
- Lutar por ele e protegê-lo das discriminações que a sociedade lhe impõe.
- Ensinar-lhe os limites da vida, sem deixar de oferecer-lhe carinho.
- Mostrar-lhe que existe um Deus soberano, maior que ele, porém amigo o suficiente para socorrê-lo em qualquer situação, inclusive quando lhe faltar a mãe.
- Provar que jamais o abandonará, tendo em vista que isto representaria para ele um segundo sofrimento, talvez insuportável.
- Ensinar-lhe os valores da vida e da educação, para que seja aceito pela sociedade em que vive e bem sucedido nela.
- E, por último, mostrar-lhe que jamais deve desanimar, pois tudo na vida se conquista com fé em Deus, trabalho, humildade e perseverança. (Tamar N. Shumiski)




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A FORÇA DO NOME MÃE

Sempre desejei ser mãe. Se não o fosse biologicamente, já havia firmado em minha mente que o seria emocionalmente. Deus, sendo generoso para comigo, concedeu-me dois filhos maravilhosos: um menino e uma menina. No entanto, os sonhos de Deus são maiores que os nossos, conforme diz a canção, e ele agraciou-me com um terceiro filho do coração. No início, logo que passou a fazer parte de nossa família, ele me chamava de tia. Gostava, mas ainda não era suficiente para meu coração apaixonado pela maternidade. Montamos uma estratégia em nossa família para incluí-lo entre os filhos, e deu certo. Logo, logo ele estava me chamando de mãe. Considerava isto difícil, pois afinal ele não era um bebê, mas um garoto de nove anos de idade. E hoje, todas as vezes que ouço a palavra mãe sair de seus lábios me chamando, meu coração pulsa mais forte, sinto um aperto na garganta, e fico pensando no valor desta palavra. No caso de meu filho-presente, lhe ensinei que é privilegiado, pois tem duas mães: a biológica e a do coração. Sempre converso com ele e lhe digo que deve amar e respeitar as duas, pois foram dádivas de Deus a ele. Quero que ele continue sendo feliz, essa criança alegre, divertida, às vezes, provocante, mas que no fundo tem um coração sonhador, que pretende galgar os mais altos degraus da vida e se realizar como pessoa. Vá em frente, garoto, você consegue!

Autora: Tamar Naline Shumiski

Foto importada de clauderiaugusto.blogspot.com

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O ENCONTRO

Olhos tristes e inseguros, desconfiança total nas pessoas e no mundo, foi assim que o encontrei. 
Movida por um imenso sentimento de compaixão, decidi que iria ajudá-lo, que iria amá-lo e dividir o meu pouco com ele, pois este representava muito para ele. Interessante quando parei para pensar nisso. Sempre considerei tão insignificante o que possuía, mas para ele representava algo de muita grandiosidade, tendo em vista a falta de expectativa, a desesperança e o deserto afetivo em que se encontrava.
E para galgar o deserto realmente não tem sido fácil, é como se o solo necessitasse mas se recusasse a sorver a água do amor, afinal, quem é ela? vai me ajudar ou me abandonar novamente?
E começou uma escola para mim, onde estou aprendendo, dia a dia, ano a ano, a regar essa vidinha com amor, esperança, fé, novos olhares; ajudando-a a ressuscitar os sonhos que se encontravam mortos. Como é bom ver brilhar em seus olhos a possibilidade de ser alguém na vida, de entrar para o mundo dos "normais", dos que seguiram o fluxo natural da existência, sem abandono. 
Filhinho, o meu desejo é vê-lo reequilibrado, renovado, cheio de fé em Deus e esperança, pois ele nos escolheu e preparou o nosso encontro, para felicidade de ambos!